27 de set de 2010

Manual de pessoas insuportáveis (1)

Nina, como sempre, me inspirando, só pra constar. Ando numa fase cri-cri, sabe, daquelas bem auto-insuportáveis em que não adianta o quão perfeito vc seja, se é que vc o é, só vou reparar nos teus defeitos - com muita, muita atenção, vale ressaltar. E além dessa atenção toda, vou remoer TODOS, absolutamente todos os defeitos que eu certamente vou encontrar e combiná-los todos, a fim de construir um DEFEITÃO resultante, aquele que vai te definir, entendeu? Pois bem, dito isso, aqui vai um manual sobre como se comportar perto de mim ultimamente para tornar meus dias *mais legais*, ou seja, como contribuir com a minha fase analisadora da insuportabilidade alheia, não exatamente na ordem apresentada:

1) Chegue perto de mim e fale sem parar, sem que eu peça e de modo detalhado sobre sua rotina, ou seja, como foi o dia no trabalho, quem vc encontrou, o que vc comeu, com quem vc ficou. O DETALHADAMENTE é que é o diferencial, entende?

2) Chegue perto de mim e fale sobre todas aquelas bandas fora do circuito pop ou de eras há muito passadas, incluindo os nomes de todos os integrantes, todos os álbuns lançados e ano de lançamento, principais músicas de cada um deles e faça uma análise comparativa, mesmo que superficial, com outra banda similar, tudo isso com a intenção consciente ou inconsciente de parecer cult.

3) Chegue perto de mim e fume.

4) Chegue perto de mim e me convide para ir até lá fora te acompanhar enquanto vc fuma.

5) Chegue perto de mim e me convide para fazer algo sensacional no mesmo dia e hora de outro programa sensacional em outro lugar.

6) Chegue perto de mim e diga que eu sumi, que nunca mais dei notícia, sendo que o telefone funciona dos dois lados, assim como o e-mail, os scraps, as mensagens de celular e todas as outras formas de comunicação vigentes, incluindo cartas, telegramas e telepatias.

7) Chegue perto de mim e me ofenda por um motivo banal, por exemplo, uma mensagem sms não respondida. Não recebo resposta para 80% das mensagens sms (e de todos os outros tipos) que mando e nem por isso saio por aí esbravejando e lamentando as ideias não correspondidas.

8) Chegue perto de mim e tenha acessos de estrelismo porque vc acha que o mundo gira ao seu redor.

9) Chegue perto de mim pedindo conselhos e se ofenda porque falei o que achava que deveria falar, e não propriamente o que você gostaria de escutar.

10) Chegue perto de mim e diga que uma música gospel, sertaneja, pagodal, axezal e tútch-tútch - daquelas que tocam na buátchy - seja "nooooooossa, muito boa".

11) Chegue perto de mim e diga que um filme produzido em um cenário de TELA VERDE e final previsível seja também "NOOOOOOSSSA, MUITO BOM".

12) Chegue perto de mim e me convide para assistir a um filme de drama ou sobre extraterrestres.

13) Chegue perto de mim e fique falando "WHAT THE FUCK" pra toda e qualquer coisa ligeiramente fora do normal que aconteça ao seu redor.

14) Chegue perto de mim e me convide para ir à praia em um feriado ensolarado.

15) Chegue perto de mim e me faça um convite qualquer que envolva dormir com 30 outras pessoas amontoadas, conhecidas ou desconhecidas e que compartilham o mesmo banheiro.

16) Chegue perto de mim, me convide para o seu aniversário e me ofereça um bolo de limão ou abacaxi.

17) Chegue perto de mim e confunda autenticidade com falta de educação.

18) Chegue perto de mim, descubra que eu curso Letras, comece a falar dos livros maravilhosos da Zibia Gasparetto que você leu e me mostre um lindo poema que vc escreveu, já que vc tem total consciência de que poesia nada mais é do que um amontoado de palavrinhas desconexas que rimam entre si.

19) Não necessariamente chegue perto de mim, mas me adicione em qualquer rede social da qual vc faça parte, compre uma câmera fotográfica digital, tire milhões de fotos de vc mesmo todos os dias e poste todas para que eu as veja nas atualizações. Além disso, faça um álbum só teu e do teu namorado e/ou pessoa especial, tire milhões de fotos de vocês no bar, na praia, na cama, no sofá, na cozinha, no banheiro, na rua, no ônibus, no parque, sempre com a mesma pose e também poste todas elas nessa mesma rede social. Mais do mesmo é sempre muito interessante!


Por enquanto é só.

7 de ago de 2010

Day 4 - your sibling or closest relative

Eu não tenho um *sibling* muito menos um *closest relative*, mas ta aí uma boa oportunidade de dar alguns conselhos:

1) Pessoas queridas que planejam procriar: não tenham um filho único, isso foderá com a vida dele e a de vocês. Sim, é verdade, filhos únicos são problemáticos e tendem a dar o triplo do trabalho que seis crianças dariam juntas, ou seja, ter um filho só é mau negócio, pois quando ele precisar escrever uma carta para o irmão num possível blog que ele venha a criar, ele não poderá e isso o deixará frustrado.

2) Se ainda assim, pessoas queridas, vocês decidirem que ter apenas um filho nesse mundo caótico e destruidor de auto-estimas ainda é a melhor ideia, planejem a data de nascimento do coitado para que seja próxima da dos priminhos, pois assim ele poderá criar afinidades com eles e terá um *closest relative* a quem escrever naquele mesmo possível blog que venha a ser criado.

Sem mais.

Day 3 - your parents

Essa eu vou pular, simples assim.

6 de ago de 2010

Day 2- your crush

Olá, *crush*!

Você não existe, assim, de verdade verdadeira, porque você é uma versão infinitamente melhorada da pessoa que te serviu de modelo *inspiracional*, sabe como é, né. Maldita idealização. Mas a questão é que, mesmo você sendo um merda na realidade, não se preocupe, pois você tem um lado bom: em algum lugar do mundo (leia-se: meu cérebro, que não sei lá se vale muito, mas certamente vale mais do que o teu) você existe de uma maneira que, embora me atrapalhe excessivamente, pois torna minha realidade cada vez mais dreadful quando eu volto a ela, é essencial pra me manter com alguma esperança de que um dia as coisas vão voltar a ser *oh so good*.


Beijos.

31 de jul de 2010

Day 1 - your best friend

Difícil, hein? Difícil escolher one and only one best friend. Um pouco mais difícil que escolher apenas um é não cair no sentimentalismo *tacky* e nos clichês toscos de falar coisas bonitas para um amiguinho querido. Mais difícil ainda que tudo isso é conseguir transgredir o clichê maior e tão adolescente (fase há muito ultrapassada, eu acho) de se ter um melhor amigo. Mas ok, contestações à parte, vale pela diversão.

L.M.F.C.M.
Virou quase uma lenda ultimamente, deve ser por isso que não consigo pensar em nada tipo assim UAU pra escrever sobre você no momento. O fato é que você é uma das minhas favoritas e eu gosto de você um monte, APESAR de vc ter uma parcela de culpa mais do que enorme no aparecimento da minha extrema baixa auto-estima 1) por ser a menina mais bonita do mundo; 2) por ter me tornado TIA aos vinte e um anos de idade.

T. ou S.H.P.P.A. (são a mesma pessoa, é que ela tem dois nomes):
Incrível. Agora fiquei na dúvida se foi mesmo a pessoa aqui de cima ou você quem contribuiu mais com minhas neuras, porque, poxa, vai ser bonita assim lá no, lá na... lá em... não, seja bonita aqui do meu lado mesmo. Você é imprescindível e parte do meu mundo só tem salvação porque você existe.

L.G.S.
A outra parte do meu mundo que a T. não consegue salvar só levanta da cama, respira e vai pra frente porque você está lá, segurando, remendando, montando e fazendo aquilo que bem entende, e eu entrego tudo para você sem conferir antes nem depois porque sei que você sabe me [des]construir e reconstruir melhor do que eu mesma sei. Te amo.

B.B.B.
Você tem nome de programa tosco e gosta de balada tútch-tútch mais tosca ainda, mas você é o meu melhor amigo interiorano.

N.R.G.
Você dá alguma importância exagerada para coisas pequenas e às vezes me faz ter vontade de cometer um amicídio (HEHEHE), mas você é minha melhor amiga nativa da cidade grande. Obrigada, *tipo assim*, por tudo. Tudo mesmo, desde o primeiro dia, lá no ponto de ônibus, passando pelos momentos insuportáveis numa certa faculdade (que ficaram melhores graças à tua companhia), por almoços, jantares, telefonemas, fofocas, salários - até hoje, em que as coisas andam meio esquisitas e você me empresta tão de boa suas orelhas, que andam cada vez mais essenciais. Você é família, assim como tua família também passou a ser desde que eu cheguei aqui. Te amo.

M.B.E.V.E.
Você, que é misantropa como eu, que é narcoléptica social como eu, saiba que eu também te amo. Hoje um pouco mais de longe, mas te amo sempre de perto. Obrigada com todas as forças pelos anos de 2007 e 2008.

E vocês, A.R.G., F.G.R.C., B.N., A.V.J, R.B., M.M.C., P.V. e M.C., que eu adoro tanto. Muah.


Fim.





30 days letter project

Roubei daqui. Gostei bem e vou tentar.


Day 1 — Your Best Friend
Day 2 — Your Crush
Day 3 — Your parents
Day 4 — Your sibling (or closest relative)
Day 5 — Your dreams
Day 6 — A stranger
Day 7 — Your Ex-boyfriend/girlfriend/love/crush
Day 8 — Your favorite internet friend
Day 9 — Someone you wish you could meet
Day 10 — Someone you don’t talk to as much as you’d like to
Day 11 — A Deceased person you wish you could talk to
Day 12 — The person you hate most/caused you a lot of pain
Day 13 — Someone you wish could forgive you
Day 14 — Someone you’ve drifted away from
Day 15 — The person you miss the most
Day 16 — Someone that’s not in your state/country
Day 17 — Someone from your childhood
Day 18 — The person that you wish you could be
Day 19 — Someone that pesters your mind—good or bad
Day 20 — The one that broke your heart the hardest
Day 21 — Someone you judged by their first impression
Day 22 — Someone you want to give a second chance to
Day 23 — The last person you kissed
Day 24 — The person that gave you your favorite memory
Day 25 — The person you know that is going through the worst of times
Day 26 — The last person you made a pinky promise to
Day 27 — The friendliest person you knew for only one day
Day 28 — Someone that changed your life
Day 29 — The person that you want tell everything to, but too afraid to
Day 30 — Your reflection in the mirror

11 de jul de 2010

"Às vezes as crianças são homens, mas, às vezes, os homens é que são crianças, talvez seja essa a confusão! Tudo que eu sei é que o mundo ficou muito grande de repente e eu me senti muito pequeno”.

Kevin Arnold sempre foi muito sabido. Smack.

23 de mai de 2010

Eu passei a gostar mais das pessoas depois que parei de ler o que elas escrevem no Twitter. Tem horas em que manter o mistério faz toda a diferença, néam?
Olha, quero fazer um protesto. Eu acho muito, muito válido os velhinhos do mundo terem regalias depois que atingem uma certa idade, tipo ter um lugar reservado no ônibus, descontos no cinema e nas viagens interestaduais, clubes de dança, entre otras cositas. PORÉM, acho UMA PUTA FALTA DE SACANAGEM (saudações à criadora de tal expressão, vc rock total) os velhinhos que passam, um a um, a dois, a três, a oito, a dez, na minha frente na casa lotérica para registrar suas apostas do jogo do cavalo, do porco, do camelo, enquanto eu - no auge dos meus vinte e três anos e com um joelho que nasceu décadas antes - preciso ESPERAR vocês todos, meus fofos, quando quero apenas carregar meu bilhete único para poder ir até a saudosa USP - de ônibus, lotado - aprimorar meus conhecimentos acadêmicos e ajudar a fazer do mundo um lugar melhor, mais justo e mais capitalizado. Beijos.
Nossa, muita, muita coisa pra falar. Tanta, mas tanta que dá até gagueira mental, sabe, quando o pensamento fica anos luz à frente da capacidade de verbalizar mentalmente? Ok, explicação desnecessária. Mas enfim, queria fazer um post sobre Alice. Achei uma puta falta de desnecessidade esse filme ter sido feito. Com ele, Tim Burton sai da minha lista de diretores favoritos e passa a ser apenas mais um, daqueles ok, mas apenas ok. Mas é assim mesmo, minha gente, nem todo mundo consegue se manter na vibe cool por tanto tempo, até ele se rendeu ao sistema (ai, queria tanto que meus colegas FFLCHianos lessem isso agora, eles iam se orgulhar). Historinha bem moldada pra caber na expectativa do público mediano do mundo de hoje, aquele que só aguenta ficar no cinema por uma hora e meia, vendo imagens ditas legaizinhas, produzidas naquela coisa horrenda e destruidora de alma de filmes chamada tela verde, que se diverte com uma historinha medíocre e vamo acabar logo com isso aí porque tenho que chegar em casa antes da novela. Para a Helena e Johnny, como sempre, muah! Lewis Carrol é o único que teria licença poética pra fazer a Alice da Alice. Fim.


23 de mar de 2010

Tem horas em que a gente meio que perde o rumo, né? Tudo meio que fica meio blurry , a gente pensa que nunca mais vai ter um dia divertido na vida e tal. O fato é que é assim mesmo, tem horas que a gente tá iúpi, tem horas que a gente ta blah, tem horas que ouvir Travis vai ser um convite ao suicídio, tem horas que vai ser uma risada das boas sobre os acontecimentos ruins da vida. Eu só queria saber pq eu ainda não aprendi que é assim que as coisas são, uma hora ótima, três horas péssimas, 15 minutos sensacionais. Já não era pra eu ter me acostumado?

20 de mar de 2010

Esse post não é direcionado a ninguém em especial, beijos.

Sem paciência pra fazer qualquer coisa, sem paciência pra dormir, tédio em ficar acordada. Não gosto mais de sentar no sofá pra ver tv porque tudo é chato e entediante e desmiolado, as pessoas são vazias e planas e chatas e se acham o centro do universo e eu tenho que aguentar e dizer aham, aham, é, concordo, nooooossa, verdade, que interessante.

Sem paciência pra pessoas que têm problemas pequenos e acham que o mundo acabou e sem paciência pras pessoas que definitivamente não têm problemas, elas são irritantes e devem morrer lentamente como castigo.

Sem paciência pros meus momentos felizes pq sei que sempre vem uma merda depois pra estragar tudo, e essa merda se instala e fica comigo pra todo o sempre amém.

Sem paciência pra minha faculdade ridícula com pessoas ridículas e matérias ridículas e professores ridículos com seus métodos ridículos de ensino.

Sem paciência pra escrever blogs, sem paciência pra ler blogs, embora eu goste do blog dela, que é o mais legal, mas nem esse tenho lindo muito ultimamente, não pq tenha parado de gostar, mas pq ando sem paciência até pra isso.

Sem paciência de lembrar da época mais uhul de todas, que foi com essa mesma menina do blog, quando muita merda ainda acontecia e mesmo assim eu tava super mega uhul.

Sem paciência com os tweets ridículos e vazios de pessoas que acham que eu me importo com o que elas estão comendo e que acham que eu tenho espaço pros problemas existenciais infinitos delas. Não, não tenho, os meus já ocupam um grande espaço, obrigada, pode sair agora.

Sem paciência de continuar esse post pq ele ficou ridículo e infame e chato, mas não vou apagar pq até pra isso to sem paciência.

Tchau.

13 de nov de 2009

Ok, se ligar sentimentalmente a uma outra pessoa deveria ser considerado crime, não porque é horrível e é uma experiência de quase morte quando precisamos nos desligar, por n. motivos, mesmo não querendo, mas porque, se fosse crime, eu já teria sido presa e levada pra bem longe daqui, onde eu não precisaria mais lidar com nada dessas coisas todas.

25 de out de 2009

Inspirada - de novo - em um certo blog, hoje sinto uma necessidade mais do que absurda de gritar um grande foda-se. Um foda-se pra quem inventou relacionamentos afetivos, e nisso encaixam-se todas e quaisquer formas de relacionamento, não só os amorosos. Depender sentimentalmente de alguém realmente é completamente desgastante e deveria ser proibido. Como eu queria ser o Morrissey e ser auto-suficiente. Eu me basto, simples assim. Que sonho. Ah, que sonho.

Um foda-se pras pessoas vazias que esperam a perfeição do outro e cobram tudo e não levam desaforo para casa, sem se importar com qualquer outra coisa que não seja seu umbigo perfeito. Mal sabem eles que, como diria alguém que não sei exatamente quem é, que quanto mais uma pessoa se aproxima da perfeição, menos a exige das outras. Simples assim. Então fodam-se todos vocês, seus ridículos.

Foda-se o capitalismo, o socialismo, o comunismo, a FFLCH e todos os seus rebeldes sem causa.

Foda-se a poesia viajante, os falsos intelectuais, os pagodeiros, a prova de Latim e a Literatura Africana, bem como todos os alunos que interrompem as aulas o tempo todo com seus comentários vazios e nonsense.

Foda-se todo tipo de dor, principalmente a de cabeça, que resolveu achar que sou uma companhia agradável ultimamente.

Foda-se a saudade.

Foda-se o ódio, que é um veneno que a gente toma esperando que o outro morra, como diria aquela banda.

Foda-se o sono e a incapacidade de dormir.

Fodam-se as despedidas.

Fodam-se os posts de blog que não servem para nada, tipo este.

Boa noite.

20 de out de 2009

"Arrivederci, mate."


Tá, tá, falta originalidade neste blog, ultimamente, mas eu babo em tudo que é relacionado a Tarantino e qualquer coisa boa que falem dele nos tempos atuais é digno de veneração para mim, considerando que é bem mais fácil falar de Transformers e enlatados-lixo nonsense da vida que a gente bem sabe que brotam por aí aos montes, e o pior, dão audiência.

Salve, Tarantino, você é o meu herói. Beijos.


"BASTARDOS INGLÓRIOS" CHEGA PERTO DA OBRA PRIMA

O cinema de Quentin Tarantino é uma 'farra' de referências e de alusões cinematográficas, um cinema construído com a memória dos filmes vistos que se reprocessam na estrutura narrativa de seus filmes. O que poderia parecer, à primeira vista, uma colcha de retalhos, uma miscelânea, adquire, porém, um vigor próprio, e se conflui num estilo particular a ponto de se sentir em seus personagens um "homus tarantinianus".

"Bastardos Inglórios" ("Inglourious Basterds", 2009) é, a rigor, um filme sobre cinema, uma festa para os cinéfilos, 153 minutos de ação e emoção, e as influências do autor, adquiridas na visão obsessiva de filmes e filmes, adquirem, aqui, um caráter, poder-se-ia dizer, de "fraturas expostas". Mas o que Tarantino recolhe de sua memória, de seus "recuerdos", enquanto espectador, é um material que sofre um processo de manipulação, de marchas e contramarchas, de subversão dos clichês (não apenas pela pretensão de subvertê-los, mas como um recurso de seu estilo, de sua maneira de pensar e refletir o cinema visto), uma manifestação ou, mesmo, uma declaração explícita de amor a determinados "modos" de fabulação e, mais importante, da maneira pela qual o específico cinematográfico é "posto em cena." O resultado de "Bastardos inglórios" é uma obra que revigora e que vem atestar a criatividade num momento em que a arte do filme se encontra no atoleiro da mesmice e da inexistência de inventores de fórmulas.

A apontada subversão de clichês se dá, na estrutura narrativa de "Inglorious basterds", pela frustração das expectativas convencionais. Quando o filme parece que se encontra a tomar um rumo determinado, há uma reviravolta capaz de frustrar o espectador habituado à convenção da linguagem cinematográfica e de levá-lo a ter uma surpresa. Tarantino manipula a "mise-en-scène" com um objetivo bem precípuo: o de dar ao espectador o prazer do cinema e fazer deste um exercício de liberdade criadora.Uma subversão, por assim dizer, partida mesmo do próprio "plot". A ação, que transcorre durante a Segunda Guerra Mundial, as costumeiras vítimas dos filmes de guerra da época, os judeus, assumem, em "Inglorious basterds", a condição de vingadores brutais num processo de inversão. A Alemanha ocupa a França da liberdade, igualdade e fraternidade, e, nos seus primeiros anos, uma mulher, Shosanna (Mélanie Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz em interpretação impressionante). A judia sobrevivente ao massacre, no entanto, consegue escapar e foge para Paris, onde muda o seu nome e assume a identidade de uma dona de um cinema 'poeira'. Em outro lugar da Europa, o tenente Aldo Raine (Brad Pitt, outra excelente composição de personagem e mais impressionante ainda em se tratando de Pitt) prepara um grupo de soldados judeus americanos, "os bastardos", que objetiva espalhar o terror contra os alemães e eliminar os líderes do Terceiro Reich.

A influência mais notória, confirmada pelo próprio diretor, é a de Enzo G. Castellari, obscuro realizador italiano de westerns-spaghettis ("Deus criou o homem e o homem criou o colt"/"Quella sporca storia nel west", 1968, "Vou, mato e volto"/"Vado, l'ammazzo e torno", 1967, "Mate todos eles e volte só"/"Ammazzali tutti e torna solo", 1967, ", entre outros filmes de ação e 'thrillers'). E também a de Robert Aldrich, o grande Aldrich de "Os doze condenados" ("The thirty dozen", 1968). Há lampejos de Leoni, Ford, e mais, e mais.O início de "Bastardos Inglórios" dá a impressão de se estar a ver um típico 'western-spaghetti'. A primeira sequência é um primor e poucos os cineastas contemporâneos que sabem usar os diálogos com a fluidez de Tarantino. Faz lembrar aquela conversa entre Samuel L. Jackson (que em "Inglorious Basterds" funciona como o narrador em voz 'off') e John Travolta, que discutem, em "Tempo de Violência" ("Pulp Fiction", 1994), as vicissitudes de se massagear os pés femininos minutos antes de uma matança generalizada.

Depois de "Jackie Brown", verdade seja dita, não se esparava mais nada de Quentin Tarantino, ainda que os dois "volumes" de "Kill Bill" (2003/04) sejam apreciáveis. "Bastardos Inglórios", no entanto, surpreendeu incrédulos no seu cinema que se pensava perdido em meados dos anos 90. Tarantino surgiu para a arte do filme com "Cães de aluguel" ("Reservoir Dogs"), em 1992, visto aqui no Brasil, pela primeira vez, na Mostra Internacional de Leon Cakoff. Inspirado no clássico "Rashomon" (1950), do mestre japonês Akira Kurosawa, que aborda a questão do "ponto de vista múltiplos", e, por eles, a reflexão sobre a verdade dos fatos, "Reservoir dogs", na sua estrutura narrativa, mostra um fato a ser recontado várias vezes por diversos personagens. O 'plot' apresenta uma quadrilha que tenta roubar diamantes, mas algo dá errado, e os sobreviventes da bárbara ofensiva policial, trancafiados num lugar, reconstituem o episodio para se chegar a uma conclusão de quem é, realmente, o culpado. A articulação da linguagem lembra a estrutura proposta por Stanley Kubrick em "O grande golpe" ("The Killings", 1955). Mas a segurança e o domínio formal de Tarantino são evidentes.Se "Reservoir dogs" fica restrito aos cinéfilos mais impertinentes (um sucesso muito mais em VHS do que em salas de cinema, onde chega a ser exibido quase escondido), "Tempo de Violência" (o título que toma aqui "Pulp Fiction", 1994) é um êxito e dá início à "Tarantino mania". Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de roteiro original, "Pulp Fiction" conta uma história que se desenvolve em três partes não-cronológicas e possui momentos antológicos (como a cena da dança entre John Travolta e Uma Thurman). Além do mais, os diálogos são inteligentes e a narrativa possui frescor, envolvência, e Tarantino mostra aqui o seu imenso talento de cineasta. Um personagem, por causa da ausência da cronologia, morto numa das partes reaparece em outra, a provocar uma certa estupefação naqueles mais conformistas com a tradição do discurso cinematográfico.

O fato é que "Bastardos Inglórios" restitui ao espectador o prazer do cinema, um prazer cada vez mais raro no lixo audiovisual contemporâneo. E, copiando Jean-Luc Godard, quando escreveu no Cahiers du Cinema que "o cinema é Nicholas Ray", digo aqui e agora: "O cinema é Quentin Tarantino".

André Setaro


AMÉM.

23 de set de 2009

É engraçado como cheiros, às vezes, nos fazem lembrar nitidamente de uma época. Eu quase nunca lembro da situação em si, mas curiosamente me recordo de outros tempos e exatamente do que eu sentia. Dia desses senti cheiro de Natal e de calor interiorano e família atarefada com os preparativos da comilança. Cheiro de quando meu quarto ficava no andar de cima (não que alguma vez ele tenha sido transferido pro de baixo) e barulhos aleatórios de panelas e assadeiras e cachorro latindo por causa dos rojões. Junto com o cheiro de Natal veio o cheiro de outros tempos, quando a trilha sonora era outra - Dire Straits-Walk of Life. Eu nem entendia a letra e nem sabia quem eram os Dire Straits, só lembro que tocava nessa época. Saudadezinha boa essa.

Aí ando na rua e sinto cheiro de 7ª série. Até que gostei da 7ª série, mas ela está bem onde está, guardadinha, quieta, sem fazer barulho. Algumas vezes também sinto cheiro de 3º colegial, que também não foi dos mais terríveis, mas que já foi, então que fique sido. E agora noto que nenhuma outra série escolar minha teve cheiro, só essas duas.

Que cheiro o momento atual vai ter no futuro eu nem imagino...

Sim, hoje acordei nostálgica.

22 de set de 2009

O que me dá mais preguiça do que axiomas de alento a losers com fundo poético são axiomas de alento a losers com fundo poético escritos em inglês.

Sabe como é, né, em inglês tudo é mais cool.

13 de set de 2009

Eu queria ser uma pessoa menos complicada e cheia de não-me-toques e nehnhenhens. Ou, talvez, eu deveria me dar menos importância e parar de achar que sou tudo isso.

Acho que vou até ali me ocupar.
M. B. EVE.,

Sabe, faz um tempo que ando sem inspiração pra escrever qualquer coisa, mesmo que seja qualquer merda de desabafo. Hoje ela veio. Claro que, por mais que eu tente, nunca vou escrever metade da metade da metade das coisas que você escreve, mas hoje eu quero falar com você, humildemente. E só com você. Não queria usar nenhuma frasefeitaclichêtosca, mas é inevitável, sou apenas mediana nessa arte das letras. Eu acho incrível essa capacidade que vc tem de me fazer sentir o ódio mais odiável do mundo e depois de me salvar numa noite tão odiável quanto apenas com a possibilidade da tua presença, e, mais ainda, fazer com que tudo de repente faça sentido. Eu sempre soube que não gostava de gente, mas aí, puf, você vem e fala a palavrinha mágica e pronto, chega de me preocupar e de tentar agradar as pessoas a qualquer custo. Ai, isso me mata. Mas agora eu já sei, misantropia mode on pra sempre, e chega de neuras. Antes era um mistério, agora tem nome, e tudo que é nomeado fica automaticamente mais simples, assim eu penso. Fodam-se as pessoas, principalmente as toscas, que insistem em me fazer companhia. Agora eu me entendi e não vou mais tentar ser a garotinha dorianasósorrisosbeijosbeijos. Obrigada pela companhia naquela noite em que eu fui cantar e você foi ser platéia - não minha, só pra constar. Misantropia mode on com você não funciona. Te amo.


28 de ago de 2009

"Axiomas de alento a losers"

Estou cansada da cafonice de frases feitas com fundos poéticos. Ou se é criativo, ou se assume a própria imbecilidade e incapacidade de criar um dito interessante - que, convenhamos, dificilmente será genuinamente interessante - e cala-se. Todos ganharemos.

Dito isso, vou me calar também porque há dias não consigo criar um post com idéias e palavras verdadeiramente criadas por mim.

1 de ago de 2009

Acho que a tal "inner peace" de que todos falam é quando a gente alcança um estado neutro, sem neuras, até, me permito dizer, feliz, sem ter medo da bomba que costuma vir depois dessas bonanças.

Que estranho.

E não é que isso existe mesmo? Ô.Ô
Eu queria que todas as pessoas significantes da minha vida me entendessem assim, puff, de repente, sem eu precisar ficar me explicando.

Verbalizar cansa.

Observem e interpretem [corretamente], por gentileza.

Grata.

28 de jun de 2009

Eu descobri que não sei lidar muito bem com inconstâncias. Nem com as dos outros, nem com as minhas. Me odeie, me xingue; mostre, se for possível, qualquer vestígio de sentimento, seja imparcial. Mas não, não me cozinhe em banho-maria, isso eu não consigo suportar. Não venha e me ame e depois me odeie e depois aja indiferentemente. Já aguentei muita coisa na vida, mas ISSO, ah, meu bem, isso já é demais até pra mim.

27 de jun de 2009

Chain

Era uma vez Maria, Dênis, Aurora, Paulo, Rodrigo, Rui e Lúcio. Maria gostava do Rodrigo, que talvez um dia tenha gostado da Maria, e que hoje gosta dela não mais que um pouco mais do que todas as outras Marias. Rodrigo ainda é o favorito da Maria, mas Maria sabe que eles só funcionam na imaginação dela. Um dia, Maria conheceu Dênis e esqueceu Rodrigo, e o Dênis sempre foi um merda, mas gostava da Maria (à maneira torta dele, mas gostava), e a Maria também gostava dele, talvez numa proporção ligeiramente maior. Aí o Dênis, que já conhecia a Aurora mas não gostava dela, precisou dizer adeus à Maria, e a Maria ficou triste. Com isso, a Maria tentou encontrar o Dênis no Carlos, no Amadeo, no Alexandre. Mas a Maria sabia que seria em vão. E assim foi. Aí apareceu o Paulo e a Maria se encantou. Não da maneira como ela se encantava pelo Rodrigo ou pelo Dênis, mas certamente mais do que pelo Carlos, pelo Amadeo e pelo Alexandre. Mas o Paulo sempre foi meio aéreo, meio na dele, meio sem iniciativa, e a Maria viu que dali não sairia muita coisa, mas saiu o suficiente pra ele ser considerado uma personagem dessa historinha, embora nunca tenha acontecido nada entre eles. Aí, do nada, puff, apareceu o Lúcio. E a Maria ainda não entendeu muito bem qual é a dele em relação a ela, e nem qual é a dela em relação a ele, mas a Maria gosta bastante do Lúcio. Bastante mesmo. Não sabe em que sentido, mas gosta. E também sabe que agora que encontrou o Lúcio, quer o Lúcio sempre na vida dela. Em meio a essas dúvidas todas, em meio a outro desses puffs que a vida inventa pra gente, a Maria encontrou o Rui. Não, na verdade, foi o Rui quem encontrou a Maria e a Maria ainda não sabe se gostou ou não, embora ache que sim e que o Rui seja sensacional. Sensacional mesmo. Diferente de tudo. Acontece que o problema todo é o Dênis. Sempre o Dênis. Um merdinha, um insensível, grosso, cheio de poréns. É o Dênis quem atrapalha a vida da Maria. Sabe aquela história de "I was fine before you walked into my life"? Então, é isso. Aí, toda noite, todo dia, o tempo todo, a Maria pede pras forças superiores (pra qualquer uma que ouça, pois a Maria não tem preconceitos): "Dênis, por gentileza, saia da minha vida, da minha cabeça, do meu corpo. Grata". É tipo um mantra. Mas o Dênis vai e volta, vai e volta. Não da cabeça ou do corpo da Maria. Mas da vida dela mesmo. É um tormento. Mas a Maria ainda tem dúvidas se o Dênis realmente atrapalha a vida dela ou se é ela quem quer continuar achando que sim porque é mais conveniente pra ela, talvez por medo de abrir espaço pras outras personagens e dar tudo errado de novo.
.
Rui, que gosta da Maria, que acha que gostava do Rodrigo e do Paulo e que gosta do Lúcio e que acha que gosta do Dênis, que não gosta de ninguém, ou, se gosta, não soube nunca demonstrar.

14 de jun de 2009

Abobrinhas de uma garota insone

A vida é toda cheia de contradições. É ótimo viver uma fase boa, daquelas em que você anda com aquele sorriso bobo pela rua e todo mundo olha pra tua cara e te acha insano. Mas que foda-se essa insanidade, certo? A gente passa o tempo todo procurando a luz, e quando a luz vem, é mágico. A gente até acha que tudo de ruim valeu a pena, se o preço era chegar até ali.
Ok.
Mas aí a luz vai embora. E quando a gente experimenta a luz, de tão boa que ela é fica difícil a gente aguentar a penumbra que vem depois. Não adianta, nada fica bom. Tudo é um tédio. Ah, sempre o tédio. Nada flui. O andar fica arrastado, o ombro caído. O sofá de repente ficou desconfortável e aquele filme, que antes era o favorito, estranhamente passa a ter vários erros de continuidade. O figurino nem é tão legal assim e aquele diálogo sensacional de repente não passa de um monte de lorota, tipo esse post.
Saco.

11 de jun de 2009

Eu lembro...

Eu lembro de muita coisa, muita coisa mesmo. Lembro da minha árvore, da vista da minha janela/sacada, da exata quantidade de luz que entrava em cada cômodo, dependendo da hora do dia e da estação do ano. Lembro do assoalho, de algumas teias de aranha que insistiam em se instalar por ali. Lembro do meu lustre. Lembro também dos meus peixes, sempre vermelhos, que me acordavam à noite porque mexiam nas pedrinhas do aquário. Uma vez encontrei um deles no chão, morto. Foi nojento. Lembro da escada, que tinha três sessões, e era preta. As portinhas em cada entrada eram remanescências de tempos em que eu tinha uma estatura menor e discernimento idem. Lembro do barulho dos pés de cada um ao pisar em cada degrau. Lembro da cozinha, de comprimento e largura maiores que o necessário. E era sempre muito, muito claro por ali. Lembro de madrugadas em que eu, sempre a maior bebedora de água do mundo nessa hora da noite, e em qualquer hora do dia, guerreava com as baratas voadoras, sempre um tormento, e sempre com a mesma decisão infeliz de pousar sobre a minha cabeça. Lembro do meu cachorro correndo atrás das que não voavam. Era uma patada homérica e um olhar orgulhoso depois. Lembro de quando eu o chamava lá de cima e ele subia com a maior velocidade do mundo, até que ele escorregou e nunca mais correu quando eu chamei, ia sempre andando. Lembro do quintal, sempre com muito, muito sol e o meu lugar favorito. Gostava de lá à noite também, mas sempre tinha um bicho pra me atacar e atrapalhar a minha observação do céu com o binóculo do meu pai, com meu cachorro do lado. Ele me via fazendo isso e olhava lá pra cima também. Eu aprendi a reparar na Lua e em algumas estrelinhas específicas. Aqui não vejo mais estrela nenhuma, o céu é muito claro. Lembro do barulho do portão da garagem, sempre muito alto. Lembro da voz dos vizinhos. Algumas delas eram muito irritantes. Lembro de pizzas de panela com molho e queijo ralado que minha mãe fazia quando eu chegava da selva de pedra nos finais de semana, sempre com o horário de preparo calculado pra coincidir com Anos Incríveis, da Cultura. Eram sempre duas. Lembro do barulho da panela de pressão e do carro do meu pai virando a esquina. Lembro do caminho pra escola. 5 minutos, no máximo. A pé. E eu achava longe, até me mudar pra uma cidade na qual levar meia hora para se chegar a um lugar, de carro, é considerado "perto". Vai entender. Lembro da escola, mas não sei se lembro com muito carinho de tudo. Não quero falar sobre ela. Lembro dos almoços na casa da minha vó, sempre uma perdição e vários quilos a mais por refeição. Lembro do cheiro de bolo e de bife à milanesa. Lembro do macarrão da casa da outra vó. Um absurdo. Ninguém, nunca, jamais fará um igual. Fato. Não vai e pronto. Lembro de dias tristes e de dias muito, muito bons. Lembro que eu achava que os problemas que eu tinha eram graves. Lembro das visitas e dos sleepovers e de filmes com a luz apagada. Lembro da sombra que a minha árvore fazia na persiana do meu quarto. Dava medo, parecia bicho deformado.

9 de jun de 2009

Lá do overthemoors

"Sobre ser inesquecível ou não: ficar na cabeça das pessoas pra sempre nunca fez parte dos meus planos. enquanto eu estive presente, eu fui a menina das gargalhadas altas; mas depois. ah, depois nem tem história, depois não lembraram mais. é assim: todo mundo vai lembrar da minha risada, ou de quando eu tava no segundo colegial e falei bem alto 'caralho, vai se foder, seu escroto" e alguém disse em resposta "essa garota é totalmente insana" ou dos vestidos que eu usei nos reveillóns, que nunca eram brancos.
De você eu queria saber tudo. Mais que isso, queria saber do que você ia lembrar depois. Porque, eu entendo, você não vai lembrar de como eu era interessante ou inteligente ou bonita, já que eu sou tudo isso em escala ligeiramente menor do que me seria útil; você não vai dizer 'ela mudou minha vida de maneira inimaginável', nem vai comentar sobre o fator inesquecibilidade que eu signifiquei na existência de nós dois; mas você não vai esquecer. É bem aquilo: i'm hard to remember, but i'm impossible to forget. E se você vai sair de mim ileso, sem dor, sem grandes dificuldades pra continuar com a sua vida, vai sair de mim com a certeza de que depois de mim não há nada melhor.
Eu posso não ser inesquecível, mas sou insuperável. E, admita, você não ia me querer se fosse diferente. "
Texto descaradamente roubado daqui , porque é tudo que eu quis dizer com os lixos aqui embaixo, mas não tive capacidade suficiente. Sem mais.

8 de jun de 2009

Vou até ali ligar a música no volume máximo, dance away todas as minhas mágoas, que já nem são tantas assim, ufa, e "bem-vindar" as novas coisas boas, que são muitas. Quem for de paz, pode se aproximar.

7 de jun de 2009

Eu quero muito me livrar da sua semi-presença.